Crise meia idade feminina.

Até a década de noventa, o climatério feminino era tema raramente abordado, tanto na literatura científica quanto na leiga. Pesquisa realizada na época na grande São Paulo atestava essa invisibilidade: a maior parte das mulheres entrevistadas afirmou que a menopausa devia ser vivida de forma discreta e silenciosa. Os sentimentos dessas mulheres em relação à menopausa eram, em grande parte, negativos decorrendo principalmente das alterações corporais que costumam ser características dessa fase. A partir do final dos anos noventa as publicações a respeito da menopausa aumentaram consideravelmente. O aspecto emocional dessa fase, no entanto, continuou pouco discutido. Uma forma de abordá-lo, que parece promissora, é considerar a fase de menopausa como um momento de “crise de desenvolvimento” (crise caracterizada pela mudança das tarefas psicológicas e dos papéis sociais). O papel da informação também é fundamental nesse processo, uma vez que as mulheres lamentam desconhecer as alterações orgânicas e emocionais características desse período, alterações essas que podem ser de grande impacto na auto-estima das mulheres. Os “grupos informativos sobre menopausa” têm se mostrado uma excelente opção para a veiculação dessas informações e neles, é essencial o papel do psicólogo cognitivo-comportamental.

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